Eu não canso de me fazer essa pergunta!
Seguindo a ideia do post introdutório (onde eu falei do case de sucesso da Big Ben), quero saber porque os nossos dirigentes continuam sem investir em camisas mais acessíveis, e não pode se dizer que faltou oportunidade.
O Paysandu, por exemplo, adotou nos ultimos três anos, desde a chegada da gestão atual, uma estratégia de contratar jogadores de “peso” (Fabio Baiano, Luis Mário e Vélber), mas de que adianta? Não fizeram uma campanha em cima dos caras! Vai me dizer que uma camisa, bem formulada é claro e com um preço razoável, com o slogan ” O Vélber voltou“ não ia vender?(não reparem no clichê, criação ta longe de ser a minha especialidade) Serviria até para amenizar o peso do salário do meia. Ainda mais agora que o clube está sendo patrocinado por uma empresa relativamente grande de material esportivo, ou seja, pirateada também por gente grande, cada dia que passa você vê mais camisas bicolores piratas, e a venda de camisas mais baratas também serviria para combater isso. Lembrando sempre que eu estou falando de camisas comemorativas mais baratas que as oficiais de jogo e treino, aquela camisa da copa dos campeões, por exemplo, não conta, era do mesmo preço, e inclusive foi usada em uma partida se eu não me engano.
Já o Remo, acho que está um passo a frente do rival, gostei muito do site da “Loja do Remo” (http://www.lojadoremo.com.br), apesar de achar que deve ser melhor divulgado. Mas também perdeu uma ótima oportunidade: quando os azulinos foram campeões brasileiros da Serie C em 2005. Quem não lembra do Fenômeno Azul?(Aposto que até o José Trajano lembra), poderiam ter criado uma camisa, ou sei lá, alguma campanha decente pra ganhar mais dinheiro em cima disso(tirando o que já ganhavam com a maior média de público do Brasil). O Flamengo, por exemplo, criou a campanha ”Raça, amor e paixão“ quando conseguiu aquela subida fantástica no Brasileirão que o levou para a Libertadores de 2008(é, aquela do Cabañas), foi um sucesso, vi várias até aqui em Belém, e quando tive a oportunidade de visitar o Rio vi mais ainda (e o preço de R$45,00 foi determinante para esse sucesso).
Com isso eu percebi uma coisa no nosso estado: Quando alguém ganha alguma coisa fica tudo lindo, os dirigentes se acomodam com o aumento da média de público nos estádios e o maior assédio às camisas oficiais. Só que eles não percebem que podem ganhar mais ainda com outros produtos, ou até aproveitar a oportunidade para chamar mais sócios, porque querendo ou não ninguém fica ganhando pra sempre.
É claro que eu estou dando essas ideias, e fazendo essas reclamações, sem ler os termos de contrato dos nossos clubes com os seus patrocinadores. Mas no caso de um contrato que proíba a venda de produtos que não possuam a marca do fornecedor de materiais esportivos, vale usar isso para as próximas negociações, Remo e Paysandu tem uma torcida extremamente apaixonada e vendem muitas camisas! E devem se valorizar negociando contratos flexíveis.

Uma das camisas da campanha "Raça, Amor e Paixão", lançada pelo Flamengo em 2007.
Postado por Renan Cardoso